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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Here comes a new challenger!


É com essa frase, que marcou a minha infância e adolescência (quando alguém desafiava no Street Fighter ou aquela desgraça do Shingo Yabuki aparecia e derrotava o trio inteiro no KOF' 98) que anuncio pseudo-novidades aqui. 

Não é de hoje que eu quero tentar gravar vídeos, gameplays de coisas que saíram só aqui pelo Brasil e gravar reviews dos consoles do Dynacom (que eu tanto gosto e coleciono). Embora o Blog se chame RetrogamerNES, nunca escondi a minha preferência por fazer postagens relacionadas aos Dynavision. Até, de acordo com o contador de acessos do Blogger, os posts mais visitados são sobre a Compatibilidade de Controles, a História do Dynavision e o Magic Computer 95. Já que as pessoas preferem conhecer as "bizarrices" lançadas pela Dynacom, decidi mostrar o que tenho de mais curioso.

Pretendo fazer vídeos (e nestes primeiros postagens tradicionais simultâneas) de RetroUnboxing. Hã... her... fazer unboxing de algo antigo, dar "informações nerds extras" (como diz o Zangado) que não se tem tanto acesso hoje em dia e que eu tenho na caixa, em perfeitas condições. 

Até agora tenho quatro escolhas, será nesta ordem: PC GAME Dynacom; Wivision; Boxe FUTEBOL Virtual Dynacom e Ping PONG Virtual Dynacom

Mais bizarro que o Magic PC 95!

Igual ao Dynavision Black ou Dynavision White, porém os outros não tenho caixa e nem a "Mira Laser"

Nintendo Wii não foi o primeiro sensor de movimento...
Nem o último...
As fotos, mal-tiradas como sempre, são da minha coleção. Assim que conseguir, faço o primeiro Review, do PC Game Dynacom.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Magic Computer PC95 Dynacom: Videogames e Computadores parte 3

Em 1995 os consoles de 8 bits já estavam defasados. O lançamento em terras brasileiras do Mega Drive (licenciado pela Tectoy) e do Super Nintendo (licenciado pela Playtronic e posteriormente pela Gradiente), embora com preços ainda salgados em comparação aos famiclones nacionais, faziam com que caísse cada vez mais o interesse pelos consoles de 8 bits. Enquanto praticamente todas as empresas que lançaram famiclones saíam do mercado, a Dynacom se manteve no mercado com o lançamento do Dynavision 4. Como uma tentativa de se manter no mercado, a Dynacom lançou um famiclone PC: O Magic Computer PC95
.



Interface Windows?
O Magic Computer PC95 tinha a proposta de trazer a informática ao alcance de todos e de possuir uma interface similar ao Windows (possivelmente o 3.11, que era a versão Windows mais popular na época), sendo inclusive compatível com impressoras matriciais da época. Possuía 16 "programas" instalados. Destes "programas", alguns são jogos e outros são funcionalidades para um computador. Quanto aos jogos, nenhum foi desenvolvido para o Magic Computer PC95: os jogos foram lançados na coletânea Caltron 6 in 1. A lista dos programas, da esquerda para a direita, no sentido horário:

Teste de matemática.
Exercício de digitação.
Jogo de datilografia.
Quadro de recados.
Exercício de datilografia.
Porter (Jogo).
G-BASIC.
F-BASIC.
Magic Carpet (Jogo).
Calendário (Com datas entre 1/1/1995 e 31/12/2004).
Editor de texto.
Calculadora.
Sala de som.
Ballon Monster (Jogo).
Quadro de cálculo.
Compositor musical.

Quanto aos jogos, nenhum deles merece grande menção, exceto talvez por Magic Carpet, um shooter bastante repetitivo. Para um review completo sobre o jogo, recomendo a análise realizada por Sr. Wilson do Portal Contra-Ataca. Ballon Monster é um jogo em que se deve acertar as bolas de sabão até que não sobre nenhuma e Porter é um jogo em que se deve mover as caixas para cima das estrelas marcadas no chão.
Os três jogos da memória
Havia a disponibilização de ferramentas de programação. O G-BASIC era o mesmo fornecido como V3 do Famicom Basic, enquanto o F-BASIC era uma versão bastante comum do BASIC. Para auxiliar quanto à programação, o Magic Computer PC95 incluía dois manuais: um manual de operação e um manual de programação em BASIC.

Como um videogame, O Magic Computer PC95 era um famiclone como qualquer outro: entrada de 60 pinos (porém o adaptador para jogos americanos de 72 acompanhava o aparelho), acompanhava um controle TPC-1 (porém branco, diferente do vendido nas lojas que era preto), saída RF e AV. Diferente dos Dynavisions até então, o Magic Computer PC95 utilizava uma fonte elétrica e não somente um cabo, não possuindo então uma fonte interna.

Compatibilidade de 60 pinos. Os dois manuais e o controle TPC-1 branco.

Unboxing. Detalhe para a fonte.
Em termos dos programas, havia um editor de texto sem muitos recursos, uma calculadora, um quadro em que era possível fazer cálculos em sequência (mas nada se comparado ao Excell 95, por exemplo). Chamam a atenção o Compositor Musical e o Sala de Som, "programas" para se criar e ouvir músicas em 8 bits. Embora o Sala de Som possua apenas músicas pré-programadas, no Compositor Musical era possível gravar as músicas criadas e ouvi-las a qualquer momento.

Teste de Matemática, Compositor Musical e Sala de Som: alguns programas do Magic Computer PC95
Gravar as músicas, bem como cálculos, textos e recados criados com o Magic Computer 95 era possível a partir de um cartucho que possuía 256k de memória (hoje algo risível!). Este cartucho que acompanhava o console/computador possuía uma bateria interna, similar à já usada em The Legend of Zelda, Final Fantasy, Dragon Warrior e demais jogos que salvam o progresso, que permitia armazenar as informações produzidas pelo Magic Computer PC95. Havia ainda a recomendação de que a bateira fosse trocada a cada 2 anos.



Normalmente este console não acompanha cartuchos além do Cartucho de Memória e do Adaptador para Nintendo Americano. A versão aqui apresentada acompanha o Cartucho de 40 Games, aquele mesmo que se encontra com bastante facilidade no Mercado Livre - e com preço bem salgado. A seguir reproduzo as fotos de um anúncio deste cartucho, caso alguém tenha dúvidas sobre os jogos que acompanhavam ou queira investir em um cartucho destes.


Existia também uma versão limitada que acompanhava uma Turbo Flash Gun.

Agora uma pergunta: se o nome do console é Magic Computer PC95, por que o nome ASDER PC 95 na tela inicial? De acordo com a Dynacom, o nome ASDER é uma sigla e significa Aplicativos Simplificados Dirigidos à Educação e ao Raciocínio. Na verdade, este dispositivo foi criado pela NTDEC a mesma empresa que lançou o Caltron 6 in 1 e lançado no mercado asiático em 1995, com o nome ASDER PC 95 já que Asder é o nome da empresa fora dos EUA. Existem verões em inglês, russo e árabe circulando como roms pela internet. Se a Dynacom lançou com autorização ou não, isso jamais saberemos...

Em 2008, pouco antes da falência, a Dynacom apostaria mais uma vez em lançar um Famiclone PC... (Continua na parte 4)

Atualizado em 28/01/2015: A pedidos, a rom do Magic PC-95 (ASDER-PC 95) está disponibilizada aqui.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Post 50: Anúncios do Dynavision

Enquanto escrevia sobre o Megavision e sobre o Super-Prosystem-16 encontrei diversos anúncios nas revistas antigas sobre os famiclones nacionais. Este post é uma pausa necessária nas publicações dos novos Retroware e no catálogo da CCE. Ainda quero fazer uma postagem sobre o Famicom BASIC e os famiclones PC. Assim que possível retorno às publicações normalmente.

Dynavision

O primeiro Dynavision era um clone de Atari 2600, não do Famicom. Nos seus anúncios tinha a alma dos anos 1980 - a Idade das Trevas.

Primeiro anúncio da Dynacom





E um anúncio mais sóbrio.

A Dynacom também lançou nesta época diversos acessórios para o Dynavision I e o Atari 2600.

Adicionar legenda




Dynavision II

Primeiro famiclone da Dynacom e segundo famiclone a aparecer no Brasil (o primeiro foi o Bit System). Os anúncios copiavam a fonte do Ducktales. 3ª Dimensão?


Adaptadores Dynacom

Os Famiclones nacionais que existiam eram compatíveis apenas com 60 pinos (padrão japonês) ou 72 pinos (padrão americano), o que tornava necessário a existência de adaptadores entre os padrões. (O Dynavision 3, Top Game VG-9000 e Turbo Game, Top System e Geniecom 3 dispensavam a necessidade de adaptadores.)

Controle Competion

Lançado para tentar levar os controles do Dynavision II para o Master System, não foi considerado um grande sucesso de vendas. Curiosamente, a Dynacom poderia ter vendido bem mais se tivesse anunciado que também era compatível ao Atari (tudo que é compatível com SMS é compatível ao Atari). O anúncio ainda contém a fonte do Duck Tales. O que chama atenção é o cadastro no fim da folha. Assim como hoje em dia, ao instalar algum programa, a empresa pergunta se você quer receber novidades sobre os lançamentos no seu e-mail, parece que a Dynacom também oferecia este serviço via correio.


Dynavision 3

O último a ter divulgação de anúncios nas revistas, tinha anúncios do console e anúncios do Turbo Jet Control. Também havia anúncios bastante bizarros com crianças informando a pontuação que fizeram em algum game utilizando o console e o controle.

Anúncios do Lançamento do Dynavision 3




Anúncios indicando a pontuação dos "Mestres" e como o Turbo Jet Control auxilia nos jogos. Certo que essa gente deve ter sido heróis naquela época e hoje devem sofrer bullying nas redes sociais... não tive interesse em procurar essas pessoas hoje para saber que fim levaram...



 Este eu ainda não entendi a proposta...


 Anúncio de Dia dos Pais, de duas folhas

 

Megaboy

Durante os anúncios do Dynavision 3, a Dynacom resolveu voltar atrás e lançar um console compatível com Atari que era quase "portátil", embora precisasse de uma TV. Ainda foi desenvolvido um cartucho de jogos educativos. Essa tecnologia foi a base do Handy Vision.



Controle Turbo Jet Control


Controles Turbo Pad Control e suas respectivas compatibilidades



HandyVision



Megavision

Como já explicado no post sobre o Megavision, este é o console recolhido do mercado e que deu origem à carcaça de todos os Dynavision posteriores...



Dynvision Xtreme


Aquele que é quase igual ao Playstation 2 teve comerciais veiculados na televisão, e tenho uma vaga lembrança de ter assistido alguma coisa...




WiVision

Este teve o comercial apresentado pela Priscila e é algo que fala por si só...



Se alguém tiver mais algum anúncio e gostaria de compartilhá-lo aqui, é só entrar em contato.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A SAGA do NES - Parte 3: Dynavision

O Dynavision merece destaque, pois além de ter várias encarnações ao longo dos anos, continuou no mercado entre 1989 e 2011, quando a Dynacom encerrou suas atividades.


Dynavision II




Empresa: Dynacom – Ano de Lançamento: 1989 – Padrão: 60 pinos (japonês)

O Dynavision II (o I era um clone do Atari) tinha os controles em estilo manche, são complicados de manusear, em que o botão B fica em baixo e o botão A ficava no alto do manche. O console tinha 5 botões: On, Off, Reset, Start e Select, esses dois últimos sendo clara herança dos modelos de Atari e Master System (lançado no mesmo ano no Brasil pela TecToy). Não era muito "jogável".

Dynavision 3




Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1991 – Padrão: Dual


A Dynacom resolveu o problema dos controles, agora possuindo Start e Select, e ajuste de botão turbo, na parte inferior do controle. Também passou a aceitar os dois tipos de cartuchos, acompanhava a Turbo Flash Gun (versão Dynacom da Zapper) e tinha ajuste de volume no console (que não funcionava). Note que havia entrada para fone de ouvidos no controle (que também não funcionava)!

Dynavision 3 Radical

Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1993 – Padrão: Dual

Nenhuma diferença em relação ao anterior


Dynavision 3 Action

Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1994 – Padrão: Dual

Pouca diferença em relação ao anterior: Apenas desapareceu o botão de volume do console (mas não a entrada de fones dos controles). Aqui a Dynacom desenvolveu seu primeiro controle com D-Pad, que é reconhecido como o melhor controle de famiclone. Este controle, além dos botões turbo, tinha os botões AB e AB Turbo e um sistema de Slow, acionado na parte traseira do controle. Esse é o famiclone que tenho até hoje, embora na caixa dissesse Dynavision 3 Radical...


Handyvision




Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1993 – Padrão: 72 pinos (americano)

Este era semi-portátil, pois dependia de uma TV para funcionar, copiando a tecnologia do Master System Super Compact ou do Geniecom. Ele funcionava sem fios, através do adaptador RF instalado atrás da TV com uma antena. Mesmo sendo pequeno, ele tinha suporte a outro controle ou pistola, e dava inclusive para jogar os cartuchos com 60 pinos, através de um adaptador.



Magic Computer PC 95 e PC Game



Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1995 e 2008 (respectivamente) Padrão: 60 pinos (japonês)

O Magic Computer foi um híbrido de Famicom e “computador pessoal”: além de vir com controle e pistola, ele também possuía um teclado (na verdade, o console era o teclado) e o cartucho vinha com vários programas educativos. Apesar de se vender como um computador, não passava de um Famicom com outra carcaça. Em 2008 ele foi atualizado, passando a se chamar PC Game. A maior novidade é que, além de o console ser algo como um gabinete de PC, ele agora possui um mouse. Outra curiosidade: os engenheiros do MIT estão usando a tecnologia do Famicom (que é abandonware) para criar  computadores de 12 US$ para os países subdesenvolvidos, o que a Dynacom já fazia desde 1995...



Dynavision 4, Dynavision, Radical e Dynavion Xtreme



Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 1995 – Padrão: Dual

Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 2000 – Padrão: 60 pinos (japonês)
Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 2005 – Padrão: 60 pinos (japonês)

O Dynavision 4 é uma versão mais compacta do Dynavision 3, vinha com os controles D-Dap e a Turbo Flash Gun. Foi a última versão a aceitar os dois modelos de cartuchos, além de única a possuir um botão de Eject. A versão Radical e Xtreme apenas copiam e atualizam o design do Dynavision 4, com novos modelos de controllers e permitindo apenas cartucho de 60 pinos. Curiosidade: a versão Xtreme foi conhecida por ser "quase igual a um Playstation 2", como dizia o Yudi.


Wi-vision, Dynavision Black e Dynavision White

Wivision
 

Dynavision Black

Dynavision White

Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 2007 e 2008 (respectivamente) Padrão: 60 pinos (japonês)

Clone baseado no Nintendo Wii, tanto no nome quanto no formato. Os controles são sem fio. O Wi-vision foi o último a vir com a Turbo Flash Gun (embora se chame "Mira laser") Em 2008 ele foi relançado como Dynavision, mas em duas versões, Black e White acompanhando uma nova Mira laser. Ambos possuem jogos na memória.

Dynavision Cybergame


Empresa: Dynacom – Ano de lançamento: 2010 Padrão: Nenhum (emulador)

Esse foi o último lançamento da Dynacom, antes do encerramento das atividades. Este console é na verdade um tocador de mídias: vídeos, música... e roms. Como ele suporta (na verdade seu melhor emulador) o NES, considerei como o último suspiro da SAGA do NES. Seus controles são horríveis! Pode ser adicionado roms com um cartão SD.